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quinta-feira, 30 de junho de 2011

GRANDES ESCÂNDALOS NO AMAZONAS



O Amazonas tem 178 ações ajuizadas com base em condenações impostas pelo TCU, sendo 96 Ações Civis Públicas, ambientais, patrimoniais e 19 por Improbidade Administrativa (Diário do Amazonas 10.12.2010).

1.      Em 2003, Terreno Superfaturado. No bairro Santa Etelvina um terreno custou R$ 12.304 milhões, pagos pelo Governo do Amazonas como indenização por um lote de terra de 769 mil metros quadrados. Oito meses atrás, esse mesmo terreno havia sido comprado por R$ 1.2 milhão. O dono não colocou um tijolo, não plantou sequer uma arvore nos oito meses, mas recebeu 1.150% acima do valor.
2.      Em 2003, Supersalários. O governo do estado pagou Supersalários a pequeno grupo de apaniguados do Governador, num tal Conselho, que pagava salários de R$20 a R$60 mil, sem a contrapartida da lógica, do bom senso, do sentido de justiça e da seriedade pública. Isso foi denunciado ao MPE e o Governo do Amazonas acabou suspendendo pagamento.
3.      Em 2004, houve a Operação Albatroz. Essa operação desencadeada pela Polícia Federal, em agosto de 2004, desbaratou quadrilha que teria desviado mais de R$500 milhões por meio de licitações superfaturadas. Nela estava envolvida boa parte da cúpula do Governo, secretários de Estado e outros servidores, com o registro de que, em dezembro de 2006, o Ministério Público Federal denunciou 44 pessoas, incluindo diversos altos funcionários do Governo. Hoje o processo tramita em Segredo de Justiça.
4.     Central de Medicamentos do Amazonas (Cema). Em junho de 2005, a Justiça Federal interveio na CEMA e comprovou haver superfaturamento de até 5.500% na compra de medicamentos, inclusive no analgésico dipirona, de tão amplo uso popular. Os desvios, no caso, teriam sido de mais de R$200 milhões.
5.     Em 2006, Operação Saúva. Em setembro de 2006, a Polícia Federal enviou à Justiça o relatório do inquérito sobre a “Operação Saúva”, indiciando 46 pessoas, entre as quais vários funcionários da Comissão de Licitação do Governo do Estado. A acusação era de irregularidades na compra de merenda escolar e de cestas básicas destinadas a socorrer flagelados da seca que assolara o Amazonas. Além de desvios e superfaturamentos, 230 mil cestas básicas continham produtos deteriorados.
6.     Em 2007, Obras Fantasmas.   Jornal Diário do Amazonas publicou, em sua edição de 15 de janeiro 2007,  matéria mostrando que o Governo do Estado pagou R$18 milhões para a empresa Pampulha Construções e Montagem Ltda., por uma série de obras de infra-estrutura viária não realizadas em municípios do Alto Rio Solimões, região com os piores índices de pobreza do Estado. A UFAM foi contrata pelo MPE que constatou inexistência de obras. O MPE ingressou com uma Ação. O secretário de obras do Estado foi demitido.  Hoje o processo encontra-se  na Justiça estadual.  
7.     EM 2010, OBRAS FANTASMAS 2.  A reforma da estrada Carlos Braga (que liga a     rodovia Manuel Urbano à sede de Iranduba) custou  aos cofres públicos R$ 11,2 milhões. O  valor foi repassado  pelo Governo Estadual. A estrada possui 9,6 Km, o que dá R$ 1,1 milhão por Km recuperado. Na ação, o promotor fala da existência de um ajuste criminoso entre as empresas e a prefeitura para burlar a licitação. Cita que a contratação da  Pampulha ocorreu antes do convênio com o Governo do Estado. Diz que a primeira parcela do pagamento,  de R$ 6 milhões, foi feito 15 dias depois da assinatura do contrato da empresa com a prefeitura.

Propostas de combate à corrupção são aprovadas


O coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT/AM), comemorou, ontem (29), a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados de duas Proposições Legislativas, de sua autoria, voltadas para o combate à corrupção e o fortalecimento dos órgãos de controle e fiscalização dos recursos públicos. Isso ocorreu duas semanas depois que a Frente de Combate à Corrupção visitou os presidentes de comissões da Câmara dos Deputados para cobrar agilidade na tramitação das propostas legislativas que combate o desvio de dinheiro público. 

1 – Proposta de Emenda à Constituição - PEC 316/2008, que retira do Poder Executivo Federal (Presidente da República) a faculdade de escolher alguns membros do Tribunal de Contas da União (TCU). São 9 os membros do TCU. A Proposta de Emenda a Constituição - PEC apresentada pelo deputado Franscisco Praciano (PT/AM) estabelece que 7 dos 9 membros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos pelo Congresso Nacional, dentre os indicados em listas tríplices pelos Conselhos de Contabilidade, Economia e Adminsitração e da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB. Os outros dois membros, de acordo com a proposta apresentada pelo deputado, também serão escolhidos, alternadamente, dentre auditores e membros do Ministério Público que atua junto ao Tribunal. Esse regra de escolha de conselheiros também será aplica automaticamente aos Tribunais de Contas dos Estados – TCEs. A PEC de Praciano tramita apensada à PEC 556/1997 (por ser esta mais antiga), de autoria do ex-deputado Roberto Pessoa (PMDB/PB). A PEC do ex-deputado Roberto Pessoa, por sua vez, estabelece que todos os membros do TCU serão escolhidos livremente pelo Congresso Nacional. Ambas receberam parecer pela admissibilidade.

2 – Proposta de Emenda à Constituição - PEC 192/2007, que estabelece a obrigatoriedade, para os juízes e tribunais de todo o país de comunicarem semestralmente, ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ, o andamento de processos que presidem, relativos a atos de improbidade administrativa e a crimes contra a administração. Segundo Francisco Praciano (PT/AM), o objetivo dessa Proposição é conferir maior transparência na condução dos Processos instaurados para a apuração de atos que atentam contra a Administração Pública,uma que, semestralmente, estará o CNJ informado sobre a fase processual e sobre as providências adotadas em cada processo relatado. Para Praciano, essas informações ajudarão a evitar, principalmente, a demora na conclusão dos referidos processos e o aumento do número de casos em que os autores desses atos contra o erário permanecem impunes.

Uma terceira PEC de Praciano também que estava pautada para votação da Comissão de Constituição e Justiça e contava com Parecer favorável pelo relator, mas sofreu pedido de vista do deputado Marçal Filho (PMDB/MS). Trata-se da Proposta de Emenda à Constituição – PEC C 498/2010, que estabelece a obrigatoriedade do Ministério Público da União e dos Ministérios Públicos dos Estados encaminharem semestralmente, ao Conselho Nacional do Ministério Público, relatórios sobre o andamento dos procedimentos administrativos instaurados que tratem de atos de improbidade administrativa e de crimes contra a administração pública. Após a devolução pelo deputado que pediu vista, os membros da CCJC votarão a proposta.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fórum de Combate à Corrupção lança seu Blog


Convite



O Fórum Estadual de Combate à Corrupção do Amazonas pelo presente, convida Vossa Senhoria a participar do lançamento do Blog (http://combateacorrupcaoamazonas.blogspot.com/), a realizar-se em 01 de julho de 2011 (sexta-feira), às 8h30min. O evento ocorrerá no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado do Amazonas - SINTTEL, sito à rua Alexandre Amorim, 392, bairro de Aparecida.
Na oportunidade, informamos Vossa Senhoria que no evento será servido um Café da Manhã aos presentes.

Atenciosamente,

A Coordenação.

E-mail: combateacorrupcaoamazonas@gmail.com
Facebook: http://facebook.com/combateacorrupcao.amazonas
Twitter: http://twitter.com/semcorruptos

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lira denuncia Sildomar por suposto desvio de recursos públicos



O vereador Wilton Lira (PTB), usou, hoje, a tri­buna da Câ­mara, para de­nun­ciar o se­cretário mu­nic­ipal Sil­domar Abtibol. Se­gundo ele, o ti­t­ular da Sec­re­taria Mu­nic­ipal de As­sistência So­cial e Di­re­itos Hu­manos (Se­masdh), “persegue fun­cionários, não acei­tando at­es­tado médico, ale­gando ser falso, e o que é pior, des­viando verba fed­eral”.

Fonte: Blog da Floresta

Silas Câmara será julgado pelo TSE

O re­lator do pro­cesso eleitoral contra o dep­utado fed­eral Silas Câ­mara (PSC), juiz Vítor André Gomes votou por declaração de in­com­petência do Re­gional, por en­tender que o caso re­quer fórum priv­i­le­giado. Câ­mara foi fla­grado pela Polícia Fed­eral de trans­portar ma­te­rial de pro­pa­ganda política em avião fre­tado pelo gov­erno do es­tado. O ma­te­rial seria le­vado para Eirunepé. Agora a de­cisão, se­gundo com­petência do re­lator, vai para o Tri­bunal Su­pe­rior Eleitoral (TSE).

MPE/AM investiga superfaturamento com aluguéis de imóveis para funcionamento de escolas em Manaus

Por: AUDREY BEZERRA

O Ministério Público do Amazonas (MPE/AM) instaurou procedimento preparatório (nº. 019/2011) para apurar eventual ato de improbidade administrativa contra a Prefeitura de Manaus por superfaturamento de contratos de aluguel de imóveis para abrigar escolas públicas do município de Manaus.

O procedimento é assinado pela promotora de justiça, Neyde Regina Trindade da 13ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção do Patrimônio Público.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que trabalha, atualmente, com 149 prédios alugados funcionando como escolas. A Semed alegou que o aluguel dos prédios é necessário para comportar toda a demanda educacional da rede, visto que somente com os prédios próprios não haveria como colocar todos os 235 mil alunos da rede em sala de aula.

Quanto a denúncia de superfaturamento de contratos, a Semed informou que os valores pagos pelo aluguel não são definidos pela Semed, e sim pela Comissão de Avaliação Imobiliária (Coavil), órgão ligado à Controladoria Geral do Município. 

A Coavil, segundo a Semed, faz uma avaliação do valor total do imóvel a ser alugado, obedecendo a tabela do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). “O valor do aluguel fica entre 0,5% e 1,5% do valor total do imóvel, mesmo patamar utilizado pelo Governo Federal”, apontou a Semed.

Anulação de prova pode culminar no cancelamento de três operações deflagradas pela PF

Por: ANA CAROLINA BARBOSA

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu por maioria, durante votação no último dia 10, conceder habeas corpus a Frank Batista da Cunha, um dos presos durante a Operação Mercúrio, deflagarda em 2005 pela Polícia Federal em Manaus. O benefício foi extendido aos outros 41 denunciados na ocasião. A corte entendeu que a prova, produzida por meio da quebra do sigilo telefônico de um dos acusados, e que partiu de uma denúncia anônima, sem indícios, configura um procedimento ilícito. A assessoria do TRF1 informou que ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Participaram da votação os desembargadores federaisAssusete Magalhães e Federal Carlos Olavo e o relator Tourinho Neto. Assusete votou contra e pediu vistas do processo, o que, segundo a assessoria, não influi na decisão, já que ela foi tomada pela maioria. 

A “Operação Mercúrio” envolveu 60 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 245 da Polícia Federal, que prenderam, à época, 18 policiais rodoviários federais do Estado, acusados de formação de quadrilha e de integrarem um esquema de cobrança de propinas. Eles também foram acusados de extorsão qualificada e corrupção passiva.

Consequências
Segundo um membro da Polícia Federal que preferiu não se identificar, a anulação da prova poderá culminar no cancelamento do processo de duas outras operações: a Vorax, deflagrada em 2006, e a Hiena, em 2007. Isso porque, ambas foram desencadeadas a partir da mesma prova, considerada “ilícita” pelos membros do TRF1, entre eles, o juiz Tourinho Neto.

Os processos estão sob competência da 2ª Vara Federal, no Amazonas, a cargo do juiz Márcio Coelho Teles. O TRF1 determinou que cópia da decisão, que ainda não foi publicada pela Justiça, seja encaminhada ao titular. Não há prazo para a publicação.

A anulação da prova pode mudar o rumo dos processos relacionados à “Operação Voráx”, já que, na última segunda-feira (20), o juiz Márcio Coelho recebeu membros do Fórum de Combate à Corrupção e assegurou que este ano os processos referentes à “Operação Voráx” entrariam em fase de instrução. A sentença estava prevista para 2012.

A “Operação Vorax” desbancou um esquema de fraudes em licitações, desvio de verbas, crimes contra administração pública e sonegação fiscal no município de Coari (370 km), no Amazonas. Os acusados são suspeitos de terem sonegado tributos federais da ordem de R$ 30 milhões em cinco anos.

Na “Operação Hiena”, a PF prendeu em Manaus oito pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que fraudava a Receita Federal. À época, havia suspeitas de que a quadrilha teria desviado R$ 50 milhões dos cofres públicos.