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sábado, 12 de maio de 2012
Cachoeira será interrogado na terça-feira: O bicheiro vai ser escoltado pela Polícia Legislativa
Foto: Divulgação/Agência Senado
Carlinhos Cachoeira é acusado de controlar o jogo do bicho em Goiás.
Principal personagem da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as relações de agentes públicos e privados com esquema de jogos ilegais, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, será ouvido no Senado na terça-feira (15). A oitiva está marcada para as 14h, e será realizada na sala 02 da Ala Nilo Coelho, onde o bicheiro chegará escoltado pela Polícia Legislativa do Senado, depois de ser conduzido à Casa por policiais federais desde o presídio da Papuda.
Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012. A operação apreendeu 22 veículos, dinheiro, armas e joias com integrantes da organização que explorava máquinas caça-níqueis e jogos de azar no Centro-Oeste. Vinte e oito pessoas foram presas. Conversas monitoradas pela PF revelaram uma extensa rede de influência comandada pelo bicheiro, que se associou a agentes públicos e privados, segundo relatório encaminhado ao Ministério Público. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) é um dos políticos que aparecem em diálogos com Cachoeira gravados pela polícia.
Fonte: AGÊNCIA SENADO
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Justiça pronta para sentenciar envolvidos na Albatroz
Políticos, empresários e ex-secretários de Estado, presos pela Polícia Federal durante a “Operação Albatroz”, em agosto de 2004, podem ser sentenciados a qualquer momento e voltarem à cadeia. A Justiça Federal já recebeu as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) e da defesa dos acusados. Segundo a denúncia apresentada pelo MPF, a organização movimentou mais de R$ 500 milhões em quatro anos em fraudes de licitações públicas do Estado do Amazonas, remessa ilegal de dinheiro para o exterior e estelionato. A Operação foi batizada com esse nome em referência a um avião modelo Citation, um luxuoso jato de oito lugares, avaliado em mais de US$ 3 milhões, que era utilizado pela quadrilha para fazer remessa ilegal do dinheiro para o exterior. A aeronave pertenceu até 2003, ao então deputado estadual Antônio Cordeiro, que é apontado como o mentor e chefe do esquema.
A Justiça Federal acusa os membros da organização dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, sonegação fiscal, tráfico de influência, evasão de divisas, crimes eleitorais, falsidade ideológica e crime contra a lei de licitações, além de formação de quadrilha, improbidade administrativa, contrabando e descaminho (entrada ou saída ilegal de mercadoria no país sem pagamento de imposto).
Fonte: http://blogdafloresta.com.br/
Bolsa Família pode ajudar a eleger prefeitos no interior
O Bolsa Família, principal instrumento social dos governos Lula e Dilma, poderá eleger prefeitos no interior do Amazonas. É que o número de beneficiários do programa cresceu muito no interior do Amazonas e é o principal responsável pela circulação de dinheiro na maioria dos municípios.amazonenses. O poder do Bolsa Família pode ser dimensionado em Tefé, no Médio Solimões. Ali 20 mil pessoas são beneficiárias do Bolsa Família numa população de 60 mil pessoas, o que representa um terço do total da população. Mas para que os votos venham é necessário que haja uma associação muito forte dos prefeitos com o governo federal.
Diante desse cenário, o Fórum de Combate à Corrupção vai ficar-de-olho nas maracutaias.
Suplente de Wilson Lisboa assume cadeira na próxima semana, na Aleam
Após a cassação de Wilson Lisboa (PCdoB), o suplente do deputado, José Lobo, deverá tomar posse do cargo na próxima quinta-feira (3). A informação é do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Ricardo Nicolau (PSD), que oficializou o afastamento de Lisboa na última sexta (27), conforme decisão judicial.
Ricardo Nicolau informou que o decreto de perda de mandato de Lisboa deve ser publicado no Diário Oficial Eletrônico do Legislativo, em edição que circulará na próxima quarta-feira, 2. No mesmo documento, constará a convocação de Lobo para o ato de posse, previsto para o dia seguinte.
Participaram da deliberação, além do presidente, os deputados Marcos Rotta (PMDB), 1º vice-presidente; Conceição Sampaio (PP), 2ª vice-presidente; David Almeida (PSD), 1º secretário; e Wanderley Dallas (PMDB), corregedor/ouvidor.
Na última quarta-feira (25), chegou à Aleam o ofício nº 267/2012 do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) determinando o afastamento imediato de Lisboa. Pela Resolução Legislativa nº 312/2011, a Casa tem o prazo de 48 horas para convocar o suplente após a data de publicação do decreto de cassação em Diário Oficial.
Fonte: http://www.guiademidia.com.br
quinta-feira, 15 de março de 2012
Memórias Póstumas de um Corrupto
Por Júlio Lázaro Torma*
Um corrupto, após passar meses de cama doente, acaba falecendo e logo vai ao juízo final, enquanto espirava via passar pela sua mente toda a sua vida, a sua concepção, os meses em que ficou no aconchego da barriga de sua mãe, nascimento, os primeiros passos, infância, juventude, amadurecimento, velhice e morte.
Lembrou dos momentos de incertezas, felizes, tristezas e de como conseguiu a construir um império.
Chega na sala e encontra um senhor idoso, de cabelos e barba branca, com uma chave e todo sorridente, acompanhado por um anjo, com uma lança, que lhe conduzem até uma cadeira e pedem para que se apresente e contar a sua história de vida.
Ele fala o seu nome, idade e começa a se lembrar de sua história e de como construiu um império de barro.
" Eu iniciei a trabalhar de caixa num bazar, o dono do bazar tinha toda a confiança em mim, eu era o caixa, fazia o trabalho de banco. No fim do expediente eu pegava algumas notas do caixa, pegava algumas mercadorias e vendia por fora, o dinheiro do banco pegava um pouco e falava para o patrão que paguei, com juros, correção monetária as contas que mandava pagar no banco.
Ia na casa dos devedores e cobrava o dobro, com a desculpa de que a inflação aumentava os juros, a metade era minha e a outra era do dono do bazar.
Comprei uma lambreta verde e como o patrão, já estava desconfiado pedi demissão e com o dinheiro guardado no banco e com o seguro desemprego, resolvi montar um negócio próprio.
Como trabalhei de pedreiro, carpinteiro, resolvi trabalhar por conta própria e tive que contratar empregados, a lambreta troquei por uma Brasília amarela, mas logo comecei a trabalhar para gente rica e vi uma forma e oportunidade de ficar rico como eles, pois como disse o outro o " mundo é dos espertos e não dos trouxas".
Comprei casas e comecei alugá-las, terrenos e depois comecei a vender, fiz amizade com políticos e funcionários públicos de alto gabarito.
ELES COMEÇARAM A ME AJUDAR, FAZENDO COM QUE EU GANHA-SE AS LICITAÇÕES PÚBLICAS PARA CONSTRUIR ESCOLAS, CRECHES E POSTOS DE SAÚDE.
Se na obra era preciso 15 sacos de cimento eu pedia trinta sacos, três caçambas de areia, pedia seis, se o valor da obra era Y eu lhes pedia X, e assim fiquei rico e construí um império.
Para pagar políticos, funcionários público, advogados para liberarem as plantas das obras e financiava campanhas eleitorais, tinha um candidato ruim de voto, todas as eleições pedia apoio e dinheiro para a sua candidatura, pagava pois sabia que não ia jamais ganhar uma vaga, até que desistiu da idéia.
Morei numa casa confortáveis, com piscina, três carros na garagem, tinha amante, onde eu a bancava, ela tinha um apartamento do bom e do melhor da city.
Meus filhos tinham uma obediência cega, um começou a se drogar e acabou falecendo, outro se separou da esposa por minha causa e depois me abandonou, amigos de verdade nunca os tive, só o amor pelo meu dinheiro, os bajuladores na volta, adoeci e eles me abandonaram".
O velho de barba branca após escutar com atenção, o relato lhe pergunta:
-" Eras FELIZ COM O QUE TINHAS?, Lhe responde:
-" Não Senhor, agora que morri, lhe respondo que na verdade eu nunca tinha nada, nunca fui feliz, mesmo tendo tudo".
* Membro da Pastoral Operária do Rio Grande do Sul
segunda-feira, 12 de março de 2012
Acusado de corrupção, Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, renunciou definitivamente ao cargo que ocupava desde 1989, e também deixou a Presidência no Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, informou a CBF nesta segunda-feira.
Na última quinta-feira, o dirigente tinha pedido licença médica. A renúncia definitiva de Teixeira foi anunciada nesta segunda-feira à tarde pelo presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, numa coletiva de imprensa organizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
"Hoje deixo definitivamente a Presidência da CBF", disse Teixeira numa carta lida por Marin.
A renúncia do dirigente já estava sendo esperada há algumas semanas, devido a acusações de corrupção.
Teixeira, que sempre defendeu sua inocência, foi acusado de ter recebido propinas da empresa de marketing ISL no fim dos anos 1990 e, mais recentemente, teve seu nome associado a um caso de superfaturamento do amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.
Entre 2000 e 2001, Teixeira também foi investigado por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal envolvendo os negócios da CBF com a Nike, patrocinadora da seleção brasileira.
Essas acusações acabaram com seu sonho de chegar à Presidência da Fifa, no lugar do suíço Joseph Blatter, com quem manteve relações tensas nos últimos anos.
Na sua carta, ele lembrou os títulos conquistados pela seleção brasileira desde que assumiu o cargo em 1989 (as Copa do Mundo de 1994 e 2002, três Copas das Confederações e cinco Copas Américas) e considera "injustas" as acusações feitas contra ele.
"Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nosso país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento; quando perdemos, a desorganização", escreveu.
"Fiz o que estava ao meu alcance. Renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", completou.
Durante seu mandato, o ex-dirigente obteve da Fifa a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e firmou contratos de patrocínio milionários para a seleção.
No dia 29 de fevereiro, Teixeira reuniu a assembleia geral da CBF e, apesar das críticas, recebeu o apoio unânime das 27 federações para continuar seu mandado até 2015.
José Maria Marin, de 79 anos, ex-governador de São Paulo, substitui Teixeira à frente da CBF e do conselho de administração do COL, também composto pelos ex-craques Ronaldo e Bebeto.
Marin já se envolveu numa polêmica no último mês de janeiro, quando foi flagarado por câmeras de televisão escondendo no seu bolso uma medalha destinada a jovens jogadores do Corinthians durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) chegou a explicar que o prêmio era mesmo destinado a Marin, mas um dos goleiros do Corinthians ficou sem sua medalha, que só foi enviada depois da premiação pela entidade.
A gestão de Ricardo Teixeira na CBF é marcada por denúncias graves e capítulos mal explicados. Contudo, ele nunca pareceu fraquejar em 22 anos e foi visto como um dos homens mais influentes e poderosos do Brasil.
Em julho do ano passado, por exemplo, em entrevista a Revista Piauí, Teixeira se mostrou pouco incomodado com pressões externas, da sociedade e parte da imprensa, e denúncias de corrupção. “Caguei de montão”, afirmou, sobre o assunto, na época.
Relembre alguns casos polêmicos que envolveram o nome de Ricardo Teixeira e CBF:
Vôo da Muamba - A Seleção Brasileira campeã do mundo em 1994 desembarcou em Brasília em vôo fretado, no mês de julho daquele ano. Ricardo Teixeira se empenhou para que nenhuma bagagem do avião fosse inspecionada pela Receita Federal e conseguiu. Entre as “muambas”, estavam equipamentos comprados para a choperia El Turf, no Jockey Clube do Rio de Janeiro, de propriedade de Ricardo Teixeira. Em 2010, após ação civil do Ministério Público, ele foi condenado em Primeira Instância.
Bancada da bola - Desde os anos 90, a CBF é acusada de patrocinar campanhas políticas de deputados e senadores em troca de favorecimento quando estes são eleitos. Desta forma, Ricardo Teixeira conseguiria em troca a sua manutenção na presidência da entidade sem grande pressão política e investigações sobre corrupção da sua gestão.
Duas CPIs - Ricardo Teixeira teve que prestar esclarecimentos na CPI do Futebol e da Nike. Ele foi acusado por lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, apropriação indébita e evasão de divisas.
Nova CPI - Em março de 2011, o deputado federal Anthony Garotinho tentou abrir uma nova CPI para investigar irregularidade na gestão de Ricardo Teixeira na CBF. Ele chegou perto de recolher as 171 assinaturas de parlamentares necessárias para a abertura da CPI. Garotinho afirmou que conseguiu o apoio de 117 deputados. Mas 13 teriam desistido após pressão de Teixeira. O deputado divulgou então a assinatura de 104 que mantiveram a assinatura. A CPI pretendia investigar, dentre outras coisas, irregularidade no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.
ISL - Em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em outubro de 2011, o repórter da rede britânica BBC, Andrew Jennings, acusou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa João Havelange, de receberam propinas para assinaturas de contrato da entidade máxima do futebol mundial com a ISL, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo. Segundo o jornalista, ambos confessaram à Justiça suíça o recebimento e fizeram um acordo para devolver parte do dinheiro e pagar uma multa que foi destinada a uma instituição de caridade. Ricardo Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões em propinas por meio de uma empresa de fachada de Lichenstein, chamada Sanud. Jennings chegou ao valor por meio de um cruzamento de dados da CPI do Futebol de 2001 que teria mostrado o cartola recebendo dinheiro desta empresa e de uma lista atribuída à ISL, na qual haveria repasse de propina para a mesma Sanud.
Bancada da bola - Desde os anos 90, a CBF é acusada de patrocinar campanhas políticas de deputados e senadores em troca de favorecimento quando estes são eleitos. Desta forma, Ricardo Teixeira conseguiria em troca a sua manutenção na presidência da entidade sem grande pressão política e investigações sobre corrupção da sua gestão.
Duas CPIs - Ricardo Teixeira teve que prestar esclarecimentos na CPI do Futebol e da Nike. Ele foi acusado por lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, apropriação indébita e evasão de divisas.
Nova CPI - Em março de 2011, o deputado federal Anthony Garotinho tentou abrir uma nova CPI para investigar irregularidade na gestão de Ricardo Teixeira na CBF. Ele chegou perto de recolher as 171 assinaturas de parlamentares necessárias para a abertura da CPI. Garotinho afirmou que conseguiu o apoio de 117 deputados. Mas 13 teriam desistido após pressão de Teixeira. O deputado divulgou então a assinatura de 104 que mantiveram a assinatura. A CPI pretendia investigar, dentre outras coisas, irregularidade no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.
ISL - Em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em outubro de 2011, o repórter da rede britânica BBC, Andrew Jennings, acusou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa João Havelange, de receberam propinas para assinaturas de contrato da entidade máxima do futebol mundial com a ISL, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo. Segundo o jornalista, ambos confessaram à Justiça suíça o recebimento e fizeram um acordo para devolver parte do dinheiro e pagar uma multa que foi destinada a uma instituição de caridade. Ricardo Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões em propinas por meio de uma empresa de fachada de Lichenstein, chamada Sanud. Jennings chegou ao valor por meio de um cruzamento de dados da CPI do Futebol de 2001 que teria mostrado o cartola recebendo dinheiro desta empresa e de uma lista atribuída à ISL, na qual haveria repasse de propina para a mesma Sanud.
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