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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O ato da Eucatur tem coerência com o passado da empresa

A ação da Eu­catur contra um vereador que es­tava em sua garagem cumprindo o dever de evitar que a ci­dade seja ludib­riada nvoa­mente com gatos ao invés de le­bres, é rev­e­lador da con­duta do próprio dono da Eu­catur, o se­nador Acyr gur­gacz, que in­tegra as fileiras de um par­tido de es­querda, o Par­tido Democrático Tra­bal­hista (PDT), e de­v­eria zelas pelas boas re­lações com as leis e o re­speito democrático aos fis­cais da lei. O ato da Eu­catur é mais um dos muitos que se acu­mulam na história da em­presa cuja sede está lo­cal­izada em Rondônia, e onde os di­re­tores da em­presa foram acu­sados até mesmo de um crime pa­voroso: a morte do se­nador Olavo Pinto, logo após ele ganhar o primeiro turno das eleições para o gov­erno daquele es­tado e de colocar como fu­turo gov­er­nador do es­tado. À época Olavo Pirfes tinha prometido acabar com fa­vores que o gov­erno de Rondônia con­feria a Eu­catue e que per­mitiu que a em­presa se tor­nasse um pe­queno im­pério, dom­i­nando as linhas ur­banas e it­ner­estad­uais nos es­tados de RO, AC, AM e RR. 

Vereador do PT foi agredido na garagem da empresa Eucatur

Por: Fabíola Pascarelli . portal@d24am.com

Waldemir José disse que cerca de cinco funcionários da empresa o cercaram, tomaram a câmera fotográfica dele e quebraram a lente da máquina.

O vereador Waldemir José (PT) afirmou que foi agredido, na tarde desta quinta-feira, por funcionários da Eucatur/Transamazônica ao visitar a empresa de transporte, no conjunto Canaranas, zona norte. O parlamentar disse que havia denúncias de que ônibus eram mantidos na garagem durante horários de pico no trânsito. 

Segundo o vereador, ele e seus assessores foram até o prédio da administração para solicitar informações da diretoria e foram orientados a se dirigir ao setor de operação. “Ao chegar lá, vi que alguns ônibus estavam sendo pintados e resolvi fazer fotos”, contou.

Waldemir José disse que cerca de cinco funcionários da empresa o cercaram, tomaram a câmera fotográfica dele e quebraram a lente da máquina. “Eles me intimidaram e agiram com truculência”, ressaltou. O vereador registrou um boletim de ocorrência no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Cidade Nova, zona norte.

A reportagem do Portal D24AM foi até a garagem da Eucatur/Transamazônia, na tarde de ontem, mas não foi recebida pela diretoria da empresa. Um funcionário da portaria, que não quis se identificar, disse que os diretores da empresa não tinham nada a declarar sobre o caso.

Waldemir José é autor da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal de Manaus (CMM) para investigar indícios de fraude na licitação realizada pela Prefeitura para concessão do serviço de transporte público. No dia 19 de agosto, Waldemir José ingressou com um mandado de segurança na Justiça para garantir a instalação da CPI e está aguardando o prazo para a Casa se manifestar sobre o assunto.

Na edição desta quinta-feira, o jornal DEZ Minutos mostrou que o grupo Eucatur/Transamazônia vai continuar operando no sistema de transporte coletivo, com as empresas Transtol, Rondônia e Nova Integração, que venceram a licitação realizada pela Prefeitura de Manaus.

TCE tenta apurar contrato e conselheiro faz manobra para adiar


A sessão do Pleno do Tribunal de Contas do Estado  de  quarta-feira foi marcada pela discussão em torno da irregularidade de contrato de cessão mantido entre  as empresas  Ardo Construtora e a Construtora Etam LTDA.

Enquanto o conselheiro  Raimundo Michiles  solicitava uma inspeção extraordinária na BR 307,  trecho entre Atalaia do Norte e Benjamin Constant, para verificar "in loco" se a Ardo fez as obras e quanto recebeu da Secretaria de Infra-Estrutura do Governo do Estado, o conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva propôs a conexão dos autos ao processo do Alto Solimões, que está nas mãos do auditor Mário José Filho desde 2008.  A sugestão, acatada pelo pleno, foi considerada por técnicos do órgão um retrocesso.

Michiles foi vencido. O  Pleno decidiu por conexão juntar a representação do Ministério Público de Contas  ao processo de inspeção extraordinária para apurar a execução do termo de convênio entre a Secretaria Estadual de Infra-Estrutura e o Consórcio Conaltolsol, que até hoje ainda não teve um parecer.

A denúncia apontando a existência de  obras fantasmas do Alto Solimões  se encontra, de acordo com o site do TCE,  no Departamento de Análise de Transferências Voluntárias. O problema é que não anda.
Fonte: http://www.portaldoholanda.com/

  

Fiscais do TCU procuram ambulância que sumiu de Urucurituba

Os fis­cais da Con­tro­ladoria Geral da União (CGU) que estão em Uru­cu­rituba fazendo uma devassa, estão procu­rando uma am­bulância que teria sido com­prada pela Prefeitura, no valor de R$ 45 mil, mas que não aparece em lugar nenhum. Quem souber do pa­radeiro desse veículo, favor co­mu­nicar aos fis­cais da CGU ou ao Prefeito, quem também está doido para en­con­trar uma al­ter­na­tiva de de­s­culpa!. (Au­gusto Banega)

Promotor vai explicar irregularidades na Defensoria Pública


Em visita, ontem, ao Min­istério Público Es­tadual, o dep­utado Luiz Castro con­vidou o pro­motor Fábio Mon­teiro, co­or­de­nador do Centro de Apoio Op­era­cional de In­teligência e in­ves­ti­gação de Com­bate ao Crime Or­ga­ni­zado (Cao-Crime), para expor na Assem­bleia Leg­isla­tiva, os indí­cios de fraude apon­tados na in­ves­ti­gação das denún­cias de ir­reg­u­lar­i­dades no con­curso da De­fen­soria Pública do Es­tado.

O pro­motor Fábio Mon­teiro disse que está à dis­posição para es­clarecer os fatos le­van­tados no re­latório que in­ves­tigou o caso. A data do com­parec­i­mento do pro­motor à ALE será definida em breve.

Para o dep­utado Luiz Castro a pre­sença do pro­motor é fun­da­mental para que os dep­utados con­heçam de forma de­tal­hada os fatos e pes­soas en­volvidas nas denún­cias. “Esse es­clarec­i­mento nos per­mi­tirá formar juízo de con­vicção que fun­da­men­tará as de­v­idas tomadas de posição em re­lação a esse la­men­tável caso”, afirmou o dep­utado.

De acordo com o re­latório ap­re­sen­tado ao procu­rador-geral de Justiça do Min­istério Público Es­tadual, Fran­cisco Cruz, na úl­tima se­gunda-feira, foram anal­isadas 20 provas. Em quatro delas foram en­con­trados indí­cios de fraudes fa­vore­cendo os can­didatos: Tibiriçá Filho, Américo Go­rayeb Neto, Newton Sam­paio de Melo e Luiz Domingos Lins.

Superintendente da SMTU presta depoimentos ao MPE-AM

Marcos Cavalcante depôs por mais de quatro horas sobre as denúncias de venda de vagas no sistema de transporte coletivo de Manaus.
Foto: ANTONIO MENEZES/ACRÍTICA

O superintendente Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante, prestou depoimento ontem (31) na sede do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM). Ele foi chamado para esclarecer denúncias de venda de vagas no sistema de transporte executivo.

O Coordenador de combate ao crime organizado, Procurador Fábio Monteiro, afirmou que o superintendente foi chamado a depor por ter sido citado em denúncias de vendas de vagas no transporte executivo, em junho deste ano.

De acordo com denúncias de motoristas, Marcos Cavalcante teria cobrado 50 mil de cada nova associação e 15 mil reais por veículo que recebeu um selo provisório para circular em Manaus. A negociação seria feita através dos donos das cooperativas.

Processo

O processo está em fase de conclusão. O MPE ouviu até agora mais de vinte pessoas supostamente envolvidas e depois de avaliar os depoimentos e provas apresentadas, irá decidir se apresenta ou não uma denúncia à Justiça do Amazonas.

MPE/AM representa contra Wilson Lisboa por irregularidades nos gastos de campanha


A representação eleitoral pede ainda a declaração de inelegibilidade do deputado pelo período de oito anos a contar da eleição em que ocorreu a irregularidade
Wilson Lisboa (RUBILAR SANTOS/ACRÍTICA )

O Ministério Público Eleitoral no Amazonas (MPE/AM) encaminhou representação ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pedindo a cassação do diploma do deputado estadual Wilson Lisboa (PcdoB) por irregularidades na prestação de contas da campanha eleitoral de 2010. A representação eleitoral pede ainda a declaração de inelegibilidade do deputado pelo período de oito anos a contar da eleição em que ocorreu a irregularidade.

A representação se baseia na ausência de declaração, por parte do deputado, de gastos com transporte e de despesas com produção de programas de televisão, na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. A não contabilização das despesas violou os artigos 16, §3º, 17 e 21, IV, da Resolução TSE nº 23.217/2010, pois não foram emitidos os recibos eleitorais referentes às despesas, comprometendo a transparência das contas e dando margem a irregularidades insanáveis.

Transporte

A prestação de contas apresentada por Wilson Lisboa à Justiça Eleitoral registra que não houve gastos do então candidato no item Despesas com transporte ou deslocamento.

Atendendo a solicitação do MPE/AM, a empresa Manaus Aéreo Taxi Participações Ltda. informou que o deputado estadual fez uso dos serviços de transporte aéreo da empresa nos dias 14 de julho e 26 de setembro de 2010. As despesas foram pagas pelo PMDB - que não é o partido ao qual o deputado é filiado - e não foram declaradas como doação na prestação de contas de Lisboa.

O MPE/AM recebeu ainda imagens de flagrante de propaganda eleitoral irregular realizada pela Coligação Avança Amazonas no município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus), em 19 de agosto de 2010, com a participação de Lisboa. Os gastos com o deslocamento ao município também não aparecem na prestação de contas do deputado, nem como doação.

Programas de televisão

Também foram omitidas, na prestação de contas de Lisboa, as despesas resultantes da produção dos programas de televisão veiculados no horário eleitoral gratuito, durante o período eleitoral.

Conforme gravações apresentadas pelo MPE/AM à Justiça Eleitoral, o então candidato teve sua campanha divulgada através dos programas de televisão do horário eleitoral gratuito, obtendo divulgação de sua imagem e de sua base eleitoral, apresentando suas plataformas eleitorais.

Além das despesas com a produção destes programas não constarem na prestação de contas de Lisboa, nem mesmo como doação, nas contas apresentadas pelo PCdoB também não há qualquer referência aos gastos com estes mesmos programas.

O deputado estadual também incorreu em falsificação de recibo eleitoral quando, após ter apresentado a prestação de contas e informado a não utilização dos recibos 65000074560 a 65000074850, retificou a declaração juntando o recibo eleitoral 65000074560, com data retroativa de 1º de agosto de 2010, com o objetivo de comprovar a cessão do imóvel onde foram instaladas as dependências utilizadas na campanha, tendo como doadora a esposa do então candidato, Terezinha de Jesus Melo Lisboa.

A irregularidade praticada pelo hoje deputado estadual foi constatada pelo relator do processo de prestação de contas do então candidato, juiz Victor André Liuzz i Gomes, que registrou o fato no voto proferido no momento do julgamento das contas.

Transparência nos gastos

A Lei nº 9.504/97 prevê, no artigo 30-A, a propositura de representação pedindo a abertura de investigação judicial para apurar condutas irregulares relativas à arrecadação e a gastos de recursos em campanhas eleitorais. O §2º do mesmo artigo afirma que o diploma do candidato será negado ou cassado, se já houver sido outorgado, caso sejam comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais.

A previsão legal tem o objetivo de manter a lealdade das eleições, impondo aos candidatos maior rigor na observância das normas relativas à prestação de contas, especialmente para impedir ou minimizar o efeito danoso da utilização do caixa 2 em campanhas eleitorais.

A representação eleitoral encaminhada pelo MPE/AM aguarda análise no TRE-AM.